com estes versos
abandono-me de ti
descanse em paz, aninha
eu vou também na paz
fazendo a minha vida
estou em paz
preenchendo-me sozinha
obrigada pelo melhor amor
que - por enquanto - já tive na vida
que teu mundo seja pleno
e que se for preciso: nos esbarremos
só pra ser feliz
lembrando do passado
durma bem, ana
no cemitério do meu coração
ana
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
ANA XXII
Que você sorria como eu
Sempre que ler ou ouvir
A palavra "tchéca"!
Que a gente sorria
feito quando dormíamos
No chão da sua sala
Dormir pra quê?!
Não temos pressa
Que o Morro das Pedras
Sorria também
Porque começamos lá
E ainda te quero bem
Que a Lua cresça
E a gente amadureça
Sorrindo com ela
Brilhante também
Sempre que ler ou ouvir
A palavra "tchéca"!
Que a gente sorria
feito quando dormíamos
No chão da sua sala
Dormir pra quê?!
Não temos pressa
Que o Morro das Pedras
Sorria também
Porque começamos lá
E ainda te quero bem
Que a Lua cresça
E a gente amadureça
Sorrindo com ela
Brilhante também
ANA XXI
Mas o que aconteceu?
Meus poemas não são meus
Perdi meu mundo
na cauda do piano teu
Será que foi engano?
Alimentar-me com teus planos
Viver dos sonhos teus
Será que eu não deveria?
Beber comer tua poesia
Preencher-me de você?
Ai. E agora?
Que devo fazer?
Se até num espirro
Meu ar é pra você
Meus poemas não são meus
Perdi meu mundo
na cauda do piano teu
Será que foi engano?
Alimentar-me com teus planos
Viver dos sonhos teus
Será que eu não deveria?
Beber comer tua poesia
Preencher-me de você?
Ai. E agora?
Que devo fazer?
Se até num espirro
Meu ar é pra você
ANA XX
Toda forma de Amor é poesia
Toda forma de saber beira Alquimia
Todo momento do meu dia beira você
Eu e tu naquele dia
De mãos dadas percorríamos
Na beleza de poder ser
Quem me vê assim do teu lado
Não precisa de atestado
Sou só tua até morrer
Não importam os conhecidos
Por você ando sorrindo
Quase sempre sem porquê
Ouça, ana
Nossa primeira Parada juntas
Jamais vou esquecer
Não precisa de firulas
Só tua presença junto a minha
Que a vida vai tratar de socorrer
O meu mundo junto ao teu
O meu passo rumo ao teu
E o teu sorriso
De iluminar qualquer breu
Toda forma de saber beira Alquimia
Todo momento do meu dia beira você
Eu e tu naquele dia
De mãos dadas percorríamos
Na beleza de poder ser
Quem me vê assim do teu lado
Não precisa de atestado
Sou só tua até morrer
Não importam os conhecidos
Por você ando sorrindo
Quase sempre sem porquê
Ouça, ana
Nossa primeira Parada juntas
Jamais vou esquecer
Não precisa de firulas
Só tua presença junto a minha
Que a vida vai tratar de socorrer
O meu mundo junto ao teu
O meu passo rumo ao teu
E o teu sorriso
De iluminar qualquer breu
ANA XIX
Deixa eu te dar um bolo
de beijinho
Cobrir todo o seu corpinho
De glace tal qual o branquinho
Que existe em você
Beijinho até nas vistas
Nas tuas mãos de pianista
Nas tuas coxas de artista
No teu dançar
Que só me faz entorpecer
Aceita de bom grado
Que para mim o açúcar é sagrado
Extraído e refinado
Nas minhas dunas de você
de beijinho
Cobrir todo o seu corpinho
De glace tal qual o branquinho
Que existe em você
Beijinho até nas vistas
Nas tuas mãos de pianista
Nas tuas coxas de artista
No teu dançar
Que só me faz entorpecer
Aceita de bom grado
Que para mim o açúcar é sagrado
Extraído e refinado
Nas minhas dunas de você
ANA XVIII
Você leu o que esse povo anda falando?
Vícios viciados
Heroína cocaína coca-cola
Mal sabem eles
Por um beijo teu
Peço até esmola
Desisto do Teatro
Vou vender bolas
Esqueço das flores
Usarei rosa
Por um beijo seu, neném
Largo até a Cevada!
O cabelo cacheado
Os vestidos rodados
Vou descalço até a Escócia.
Vícios viciados
Heroína cocaína coca-cola
Mal sabem eles
Por um beijo teu
Peço até esmola
Desisto do Teatro
Vou vender bolas
Esqueço das flores
Usarei rosa
Por um beijo seu, neném
Largo até a Cevada!
O cabelo cacheado
Os vestidos rodados
Vou descalço até a Escócia.
ANA XVII
Quando não tínhamos casa
Eu morava no teu colo
Tu nos meus lábios
Cazuza no rádio
nos seguia
Quando a noite chegava
Tu lamentava
A gente corria
Por teus lábios
Ou por minha língua
A hora da partida se dava
Mas a gente sorria
Te encontro antes de dormir - dizia
Você aí na sua casa
A gente na poesia.
Eu morava no teu colo
Tu nos meus lábios
Cazuza no rádio
nos seguia
Quando a noite chegava
Tu lamentava
A gente corria
Por teus lábios
Ou por minha língua
A hora da partida se dava
Mas a gente sorria
Te encontro antes de dormir - dizia
Você aí na sua casa
A gente na poesia.
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