quinta-feira, 12 de setembro de 2013
ANA XI
As palavras que procurei para acalmar meu cérebro diante de tamanho estranhamento perante tamanha devoção visual, tátil e auditiva são não soletráveis. Insólitas de tão contundentes. Que mulher! Que coxas, olhos, olhar, cabelos, toque, atenção, sutileza...
The fucking woman!!
Dos meus olhos, pediu lágrimas. Do meu tato obrigou ao paladar. Dos meus ouvidos a minha respiração desamparada de quem pede um abraço querendo sua alma para me deitar. Não existe som, palavra ou gesto para o que é aquela mulher.
Linda do avesso.
Sedutora como um (lento) beijo.
Leva-me para sua mãe-Lua
pois já sou tua por inteiro.
Toma-me a mão.
Por mim, ao seu lado, todas as galáxias explodiram ao som de Chopin
E na velocidade da Malagueña (Ernesto Lecuona) viveram os nossos beijos.
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